quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A justiça e a consciência

Sunny von Bülow, herdeira de uma grande fortuna por parte de sua mãe, após divorciar-se de seu primeiro marido, casou-se pela segunda vez com Claus, com quem teve uma filha e permaneceu unida por muitos anos. A traição deste e o interesse dele pelo dinheiro dela são pontos que ajudam a torná-lo suspeito no dia em que ela é encontrada em estado de coma.
Mesmo equivocadamente, parentes e a governanta acreditam que ele tenha tentado matá-la, pois sua esposa fazia uma grande ingestão de medicamentos, alguns até proibidos, dadas suas condições de saúde.
A tentativa de homicídio não foi provada e sim apenas suposta, até porque a história retrata uma mulher psicologicamente fragilizada, infeliz e depressiva. Poderia até existir a hipótese de suicídio, analisando-se as condições emocionais que Sunny apresentava e ainda assim tinha a companhia do marido.
Todo o processo na justiça, as provas que foram apresentadas não foram suficientes para provar sua culpa. Sendo assim, Claus, foi inocentado das acusações, assim como ele desde o início inocentou sua própria consciência.

Aluna: Adriana Ramirez

Por que ler?

Tal questionamento é sempre feito, ou ao menos, deveria sê-lo por cada indivíduo que possua o mínimo de interesse em ter uma visão diferente de mundo.
Essa visão de mundo traduz-se em conhecer variados pontos de vista, adquirir vocabulário cada vez mais rebuscado, ser um leitor reflexivo e perceptivo aos diferentes assuntos que cada tipo de leitura pode proporcionar.
Cabe ressaltar que, atualmente, poucas horas são dispensadas a essa prática. Embora com o advento da internet o acesso aos textos, bibliotecas virtuais e até mesmo a seleção e compra de livros sem sair de casa tenha facilitado o ato de ler, muito tempo ainda é gasto com outros tipos de entretenimento.
A leitura é uma prática comum, básica, que permite a realização de atividades simples do cotidiano, como identificar o ônibus, ler uma receita ou bilhete. Deve ser incentivada desde a alfabetização, unindo escola-família, no intuito de instigar desde cedo o prazer em ler e em produzir uma boa leitura, ter o poder de refletir, interpretar e criticar algo publicado e ser capaz de aprimorar-se enquanto ser pensante.
O caminho a ser percorrido para que a leitura tenha o seu papel fundamental na vida do leitor ou do futuro leitor é que haja a prática constante, nas unidades de ensino, e que como disciplina, ele seja aplicado por todos os professores, em suas diferentes áreas de atuação.
É interessante para que o leitor crie intimidade com o livro e que, aos poucos, tenha dentro de si o anseio por se presentear com algo tão mágico: a leitura. Nessa mudança de comportamento, vale lembrar que todos nós temos a nossa parcela nessa corrente, pois podemos em nosso convívio, indicar títulos interessantes e promover às pessoas o quanto essa ação é importante e o quanto vale a pena estimular essa atividade. Só precisamos praticá-la e integrá-la ao nosso dia a dia e quem estiver a nossa volta terá essa percepção.
Que tal começarmos desde já?


Aluna: Adriana Ramirez

sábado, 19 de novembro de 2011

Análise do discurso e teorias da enunciação

POLIFONIA E IMPLÍCITO COMO RECURSOS ARGUMENTATIVOS EM TEXTOS MIDIÁTICOS



Polifonia é definida como a multiciplicidade de sujeitos responsáveis pelo  ponto   de vista das falas, em um texto.

Marcas  linguísticas: verbo no pretérito  imperfeito, frases na voz passiva, verbos cujos significados explicitam tratar-se de outro  falante  (negar, desmentir, garantir…), uso de partícula indeterminadora do sujeito, modalização, discurso indireto, nominalização de fatos, restrição.

Segundo Maingueneau (2000), implícito é  o  conteúdo   que  não  constitui,  em  princípio, o objeto  verdadeiro    da enunciação. Distingue os implícitos  em: semânticos e pragmáticos.

O conteúdo explícito é a frase dada. O conteúdo implícito dividi-se em  pressupostos: suporte significante e subentendido: não apresenta significante e se infere por índices .

Ex: A  Dra.  Maria  Clara  salvou  meu amigo  João  de  um  aneurisma.

a)      Pressupostos:  Maria Clara é médica.

                       Tem um amigo de nome João.

                       João tinha um aneurisma.

     b)  Subtendido:   no   caso,   posso    estar  indicando   a   Dra.   Maria   Clara   ao             ouvinte, como uma médica  digna  de ser recomendada.

Marcas linguísticas na frase:

  Suporte lexical: Maria Clara é médica. (doutora  e  doença  estão  no   mesmo campo semântico).

  Suporte no sintagma lexical: João é um amigo meu. (meu amigo João)

   Suporte no tempo verbal: João tinha um aneurisma.

Subentendido: A Dra. Maria Clara é boa profissional. (recomenda-se ela)

 Insinuação:  Subentendido malévolo.

 ex: A médica Dra. Maria Clara não salvou meu amigo João de um aneurisma.

 (quando alguém disser estar pensando fazer uma cirurgia de aneurisma com a Dra. Maria Clara.)


Aplicação da teoria em um parágrafo do texto:

Tempo de escolha

  “Do ano de 2002, os futuros historiadores do Brasil vão certamente dizer  que tivemos  uma eleição carente de ideias, e com sobra  de marketing. A revista  República deste mês traz na capa a foto de três dos mais  importantes marqueteiros  políticos  do Brasil, com uma manchete  onde se lê: “Um deles vai  levar  a presidência”. É como se os candidatos  não importassem, apenas seus vendedores.”

                                                                  Cristovam Buarque (O Globo, 14/1/2002; p.7)

Comentários:

   Polifonia: “reporta”   possível   fala    dos   futuros historiadores do Brasil, sobre carência de ideias na eleição.

  Marcas linguísticas; vão dizer, certamente

Pressupostos:

  •  haverá eleição no ano de 2002;
  •  historiadores escreverão sobre  as eleições no  Brasil;

  •  circula entre nós uma revista intitulada  República;

  •  a eleição referida é para presidente do Brasil;
  •  Discurso direto “um deles vai levar a presidência”  subentende-se possa ser um marqueteiro  o real  vencedor da eleição.

A partir da análise realizada, verificamos que é possível uma leitura em profundidade utilizando–se dos recursos de polifonia e implícitos.


BIBLIOGRAFIA
PAULIUKONIS, H.A.L. & GAVAZZI, S. (orgs.) Texto e Discurso. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.

Aluna: Ana Paula Assad

sábado, 12 de novembro de 2011

Competência e Habilidades

A diferença entre competência e habilidade, em uma primeira aproximação, depende do recorte. Resolver problemas, por exemplo, é uma competência que supõe o domínio de várias habilidades. Calcular, ler, interpretar, tomar decisões, responder por escrito, etc., são exemplos de habilidades requeridas para a solução de problemas de aritmética. Mas, se saímos do contexto de problema e se consideramos a complexidade envolvida no desenvolvimento de cada uma dessas habilidades, podemos valorizá-las como competências que, por sua vez, requerem outras tantas habilidades.
Qual a diferença entre competência e habilidade de ler? Saber ler, como habilidade, não é o mesmo que saber ler como competência relacional. Em muitas situações (quando temos de ler em público, por exemplo), ou não sabemos ler, ou temos dificuldades para isso. Como coordenar as perspectivas do texto, dos ouvintes e do leitor? Todos conhecemos escritores brilhantes, mas que não são bons conferencistas. Na escola ocorre algo semelhante quando se trata de ler poesias ou contar histórias: nem todos os professores sabem como fazê-lo.
O mesmo ocorre na transmissão de um conteúdo no contexto da sala de aula. Há professores que sabem fazê-lo de forma agradável, comunicativa, com entusiasmo e competência. Os alunos, certamente, participam, envolvem-se, sentem-se incluídos, encantados (e, a seu modo, agradecem).
Para dizer de um outro modo, a competência é uma habilidade de ordem geral, enquanto a habilidade é uma competência de ordem particular, específica. A solução de um, problema, por exemplo, não se reduz especificamente aos cálculos que implica, o que não significa dizer que o cálculo não seja uma condição importante. Igualmente, ainda que escrever a resposta não corresponda a tudo que está envolvido na solução de um problema, é uma habilidade essencial. O mesmo se pode dizer do tempo entre a leitura e a proposição da resposta, por exemplo.
Voltando ao jogo de percurso. Há muitas habilidades envolvidas em sua solução: ficar no caminho, jogar os dados, ler os números do dado, caminhar em função dos pontos, etc. Quanto à tomada de decisão (o que é melhor fazer, em face das circunstâncias de que momento do jogo e seu objetivo) penso que se refere a uma competência relacional. Ou seja, as habilidades são necessárias, mas não suficientes, ao menos na perspectiva relacional.
Para se comunicar bem em uma palestra, apenas saber ler é uma condição insuficiente, pois há uma conjunção de fatores que são de outra ordem. O que não quer dizer que competência seja apenas um conjunto de habilidades: é mais do que isso, pois supõe algo que não se reduz à a soma das partes.
Na visão relacional de competência aqui proposta, se os alunos não aprenderam é porque o professor não ensinou, independentemente de sua competência pessoal no domínio dos conteúdos e do valor, de verdade, de sua exposição.
        Fonte:  Competência e Habilidades: Elementos para uma reflexão pedagógica - Lino Macedo

                 
Aluna: Cleo Almeida

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Resumo: A IMPORTANCIA DO ATO DE LER – Paulo Freire


O texto “A importância do ato de ler” de Paulo Freire inicia comentando o processo de compreensão crítica do ato de ler em sua vida e como ocorre a compreensão de um texto a ser alcançada pela sua própria leitura crítica que implica a percepção nas relações entre um texto e o contexto. Esclarece ainda, que a leitura de mundo precede a leitura de palavra, onde a importância da leitura na alfabetização é papel fundamental na construção da história de um indivíduo.
Paulo Freire nos lembra que a leitura de mundo precede a palavra, isso nos mostra através de suas experiências de quando nos primeiros anos aprendeu a ler em sua própria casa, no Recife, rodeado de árvores, algumas delas eram vistas como se fossem gente. Sua velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de sua mãe, na verdade, aquele mundo descrito por ele, era o mundo de suas primeiras leituras, como acontece na vida de todos nós. O primeiro contato com a leitura, inicia em nossa casa, com a ajuda de nossos familiares, como por exemplo, o caso de Dona Clotilde (minha avó paterna) que mora no Brasil há aproximadamente 56 anos, foi alfabetizada em casa pelo seu irmão mais velho. Quando começou a frequentar à escola, estava mais adiantada do que seus amigos de sala. Mas não conseguiu concluir o antigo primário. Hoje, o pouco que sabe, afirma ter adquirido em casa.

Podemos concluir que o alfabetizando aprende mais a partir da sua realidade, do que a que está sendo imposta pelo alfabetizador. Para sermos mais específico, hoje, este processo é conhecido como o método construtivista, onde o alfabetizando aprende através da sua construção e não da memorização.
Tatiana de Brito Rosinha Oliveira.



RESENHA: “AS GRAVATAS DE MÁRIO QUINTANA” (não basta saber uma língua para entendê-la)

O texto deixa claro que a compreensão das frases e palavras não é uma tarefa especificamente linguística, mas sim uma tarefa em que empenha todo o conhecimento do receptor, necessitando de esforço para unir o conhecimento da língua com o conhecimento de outras áreas adquirido ao longo do tempo. Sendo assim, quanto menos conteúdo as pessoas tiverem, mais difícil ficará a comunicação.

                                   Tatiana de Brito Rosinha Oliveira
           O ENSINO DA GRAMÁTICA. COMO É POSSÍVEL?


O Conto "A Causa Secreta" em quadrinhos

O conto aborda um tema oculto da alma de todo ser humano: a crueldade. Machado de Assis cria um cenário onde o recém formado médico Garcia, conhece o espirituoso Fortunato, dono de uma misteriosa compaixão pelos doentes e feridos, apesar de ser muito frio, até mesmo com sua própria esposa e utiliza uma linguagem bastante acessível, que não encontramos em muitas de suas obras. 
A história transcorre com Garcia e Fortunato tornando-se amigos, a apresentação de Maria Luiza, esposa de Fortunato e ainda com a abertura de uma casa de saúde em sociedade.
O clímax então acontece quando Maria Luiza e Garcia flagram Fortunato torturando um pequeno rato, cortando-lhe pata por pata com uma tesoura e levando-lhe ao fogo, sem deixar que morresse. É assim que percebe-se a causa secreta dos atos daquele homem é o sofrimento alheio lhe é prazeiroso. Isso ocorre ainda quando sua esposa morre por uma doença aguda e quando vê Garcia beijando o cadáver daquela que amava secretamente. Fortunato aprecia até mesmo seu próprio sofrimento.
Podemos afirmar que este conto é um expoente máximo da técnica de Machado de Assis, deixando o leitor impressionado com um desfecho inesperado, mas que demonstra de forma exponencial, a natureza cruel do ser humano.

Tatiana de Brito Rosinha Oliveira
Linguística aplicada ao ensino da leitura e da escrita